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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ado, aado, agricultura no meu quadrado! xD

Mais uma da série "ado, aado, reitoria no meu quadrado" xD"

Mesmo tema, outros personagens.


Uma breve história.

Sexta-feira - 19h
E a sábia decisão foi tomada "Não vou ir a pós hoje".
Em princípio por preguiça, mas depois de uma mágica ligação, a falta resumiu-se a atualizar - lê-se criar - um cirrículo decente para a menina e um futuro promissor.

"Queres trabalhar? Me manda teu currículo" - dizia a voz do outro lado da linha.
"Mas eu já trabalho, assessor. Como assim? Tá, te mando em seguida" - disse a menina, sem muito entender.
E lá se foi pro corel criar alguma coisa decente.

Bolinhas para lá, informações e certificados pra cá... Enviado.

Sábado - 20h - o celular toca...
"Segunda-feira às 10h, pode ser?"

Segunda-feira, às 10h.
"Ótimo! O mais breve possível, pode ser?"

No outro dia...
"bla bla bla bla bla bla... o que o senhor acha?" - perguntava a menina para o diretor.

O mais breve possível, às 13h30.
"Bom Dia!" - disseram todos da sala da revista.

Carol sorriu. Simplesmente sorriu.

1 ano depois...

Depois de mais de 1 ano desatualizado, a jornalista aqui resolveu tomar vergonha na cara e postar alguma coisa.

Pouca coisa, na verdade, pois a inspiração passou um pouco longe hoje.
Mas vou aquecendo os dedinhos e vamo que vamo!!

:)

domingo, 19 de abril de 2009

Por favor, não vejam "Crepúsculo". Leiam-o!

Por favor, não vejam "Crepúsculo". Leiam-o!

"Mas esse filme não é baseado em um livro?", sai a perguntar aos que estavam na fila do cinema. Ninguém soube me responder. Ó gente alienada essa... Mas eu sabia, sabia que havia alguma relação do "Crepúsculo" com a literatura, só que naquela hora, ainda não...
Suspiros... mais suspiros. Toda vez que Edward aparecia na tela as meninas do meu lado soltavam estridentes "ais".
Já estava ficando de enjoada com toda aquela historinha de amor, aquela lenga-lenga de romancezinho adolescente. Afff... que podrera.
Imaginem... Uma típica adolescente revoltada, recém transferida de uma grande cidade para o interior. Tudo em Forks a irritava, o clima, as pessoas, sua família. Quantos filmes idênticos a esses já não foram produzidos?
Mas continuando... Até que... Tchananan!!! Até que ela descobre que o ódio que ela sentia pelo seu colega de aula era realmente amor e o melhor... Ele era um vampiro!!!
Afff... mil vezes Aff!!! R$ 6 jogados no lixo - seis preciosíssimos reais, por sinal.
Mas não pensem que acabou por aí. Tem mais, muito mais! Eles começam a viver uma conturbada e intensa história de amor entre o pecado, a tentação (a menina, Isabella) e o impossível e intocável (o vampiro bonitão, Edward). Sem contar é claro, que o vampiro esse tem família e ainda por cima são "vegetarianos"!! Pasmem... eles não mordem pescoços alheios, somente matam animais como lanchinhos.
E após ser bem aceita na família vampiro, eles saem todos para jogar baseball - indiscutivelmente a pior parte do filme - e encontram um grupo de vampiros assassinos, que imediatamente sentem o cheiro da menina humana. Inicia-se então a saga para salvar a vida do grande amor de Edward... Leiam bem, inicia-se! a tortura tem parte dois!! ... ... ...
Eca! Definitivamente "Crepúsculo" entrou para a lista negra cinematográfica.
No entanto, mesmo com a "inovadora" história, eu não seria capaz de terminar por aqui. Não é justo com a escritora Stephenie Meyer - sim, obviamente minha intuição estava certa e a história era baseada na literatura - e nem com suas obras.
Passado alguns dias, o filme continuava em destaque na mídia, todos falando da produção como se fosse uma grande coisa. Não podia acreditar que aquela produção "água com açúcar" pudesse ter despertado tanto interesse no ambiente cinematográfico. Então, para não ficar com uma imagem 100% negativa da questão e ainda por cima com a fama de má, resolvi aproveitar uma promoção, é claro, e comprei o livro "Crepúsculo".
Simplesmente foi devorado em três dias. 416 páginas consumidas com verocidade e necessitada de ler a continuação da história - nessa hora, realmente dei graças por existir uma parte dois e até mesmo três -.
O envolvimento com os personagens, a intensidade da história e das situações vividas pelos protagonizadores é absurda. É possível até mesmo sentir dor pelo sentimento dos dois.
A história lenga-lenga permanece a mesma, é evidente, mas a maturidade das situações não é nada se comparada com a das telas. A história bobinha de amor adolescente transforma-se em uma verdadeira história de amor, que transcende o mundo dos personagens e envolve toda a sociedade com dilemas, além de despertar o imaginário e questionar valores pessoais.
Lançamentos nacionais que compõem a saga "Crepúsculo"


quarta-feira, 1 de abril de 2009

O fruto proibido II

Mais uma singela história adolescente de amores impossíveis é o que se pensa ao assistir o filme Crepúsculo no cinema. Engana-se quem se deixa levar pelas produções hollywoodianas. Stephenie Meyer, escritora da obra, reserva para os leitores um mundo sombrio e fascinante, nada comparado às imagens.
Um amor tão intenso que chega a doer no leitor. A transparência dos pensamentos e sentimentos de Bella, personagem principal, faz da história uma narrativa quase real, que chega a desvirtuar o raciocínio lógico do leitor - afinal vampiros só existem na literatura. O comportamento incoerente de Bella é o que fascina a temática. A falta de medo frente ao perigo mortal e a persistência em decisões impossíveis, transporta o leitor para a cidade de Forks, onde se desenvolve a história, e os transforma em membros da família Swan ou Cullen – conforme a preferência.
É claro que as revelações aparentemente não se tornam tão surpreendentes para o leitor, quanto para Bella. Somente por ler o resumo nas abas laterais do livro, descobre-se que Edward Cullen é vampiro e que com Bella formará um casal. Mas ao decorrer da leitura essas informações parecem desaparecer do pensamento. Cada susto, novo pensamento e descoberta da natureza de Edward, surpreendem e chocam o leitor, construindo aos poucos, como inédita, a identidade do rapaz.
A construção de um mundo paralelo, inquestionavelmente fora da realidade humana, desperta a imaginação com desejos ocultos do leitor. Ao final da obra, a não existência de vampiros é deprimente – por mais incoerente que possa soar -. A convicção, por meio de evidências tão lógicas, que a autora remete perante a vida da família Cullen os torna tão reais, que é possível até mesmo sentir saudades dos personagens. Graças que a saga continua por mais três livros!!

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